Nascido em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 1910, Chico Xavier começou a psicografar aos 17 anos e ao longo de sete décadas produziu mais de 450 livros — todos com os direitos autorais doados a instituições de caridade, com registro em cartório.
Porém, sua contribuição ao movimento espírita vai além dos livros. Chico foi, durante décadas, o rosto humano da Doutrina para milhões de brasileiros que chegaram ao Espiritismo não pelos tratados de Kardec, mas por uma carta psicografada, por um encontro em Uberaba, por uma palavra recebida em um momento de dor. Ele tornou a Doutrina acessível sem simplificá-la. Transformou conceitos abstratos — reencarnação, caridade, evolução espiritual — em algo que as pessoas podiam sentir.
Seu velório reuniu cerca de 120 mil pessoas em dois dias, e mais de 30 mil acompanharam o cortejo a pé até o cemitério. Esses números dizem algo que nenhuma análise doutrinária consegue traduzir completamente: Chico Xavier tocou a vida de